A Usina de Belo Monte é um dos maiores projetos de infraestrutura já realizados no Brasil e integra o conjunto de grandes usinas hidrelétricas que impulsionam o sistema energético nacional, ao lado de outras como a Usina Hidrelétrica de Itaipu.
Localizada no rio Xingu, próximo ao município de Altamira, no Pará, Belo Monte ocupa um lugar de destaque no cenário energético brasileiro.
No entanto, sua construção e funcionamento também despertam debates relevantes sobre desenvolvimento, sustentabilidade e impactos ambientais.
Continue a leitura e saiba mais!
Usina de Belo Monte: Onde Fica e Como Funciona?
A usina hidrelétrica de Belo Monte está situada na região Norte do Brasil, no estado do Pará, banhada pelo rio Xingu, um importante afluente da bacia amazônica.
Assim, é uma usina do tipo “fio d’água”, ou seja, não possui um grande reservatório de acumulação.
Essa característica reduz a área alagada, mas torna a geração de energia mais dependente do volume de chuvas.
Com isso, a estrutura conta com duas casas de força: uma principal no Sítio Belo Monte e outra complementar no Sítio Pimental.
Juntas, somam 24 turbinas com capacidade instalada total de 11.233 MW e geração média de cerca de 4.571 MW, sendo capaz de atender aproximadamente 60 milhões de brasileiros.
Usina Hidrelétrica de Belo Monte: Construção e Dados Técnicos
A construção da usina de Belo Monte teve início em 2011 e durou até 2019.
Assim, o projeto movimentou mais de R$40 bilhões em investimentos e gerou cerca de 30 mil empregos diretos.
E, em termos de capacidade instalada, a usina só fica atrás das chinesas Três Gargantas e Xiluodu, e da binacional Itaipu, sendo a maior 100% brasileira.
Além disso, seu projeto é inovador em termos de engenharia: a água do rio Xingu é desviada por um canal de 20 km até um reservatório intermediário, que alimenta a casa de força principal.
A queda d’água natural da região possibilita o funcionamento das turbinas com mínimo impacto topográfico.
Usina de Belo Monte Abastece Quais Regiões do Brasil?
Assim como outras grandes hidrelétricas, a energia gerada por Belo Monte é integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o que permite sua distribuição para diversas regiões do país.
Assim, a usina de Belo Monte abastece principalmente o Norte e o Nordeste do Brasil, mas também contribui para a demanda energética do Sudeste e Centro-Oeste, especialmente em momentos de maior demanda ou baixa geração em outras regiões.
Qual Rio Abastece a Usina de Belo Monte?
O abastecimento da usina é feito pelo rio Xingu, um dos principais rios da Amazônia.
Afinal, sua vazão elevada e constância tornaram a região propícia para a instalação de uma usina hidrelétrica de grande porte.
Porém, o desvio de parte do curso do Xingu é justamente um dos pontos mais sensíveis do projeto, pois altera o fluxo natural da água e impacta a biodiversidade local.
Usina de Belo Monte: Impactos Ambientais e Sociais
Desde sua concepção, a usina de Belo Monte enfrentou forte oposição de ambientalistas, comunidades ribeirinhas e povos indígenas.
Assim, entre os principais impactos ambientais estão:
- Redução da vazão em trechos da Volta Grande do Xingu
- Alteração na migração de peixes e na pesca tradicional
- Inundação de áreas urbanas e rurais
- Pressão sobre comunidades indígenas e deslocamento de populações.
Para mitigar esses efeitos, foram realizadas mais de 5 mil ações compensatórias, com investimentos superiores a R$6,3 bilhões em saúde, infraestrutura, educação, saneamento e regularização fundiária.
Ainda assim, críticos argumentam que os danos ambientais e sociais superam os benefícios energéticos, especialmente devido à natureza sazonal da geração.
Energia e Sustentabilidade: o Desafio das Grandes Hidrelétricas
Embora a energia gerada por Belo Monte seja renovável e de baixa emissão de carbono, o debate sobre sua sustentabilidade é complexo.
Afinal, a usina simboliza os desafios de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental na Amazônia.
Hoje, há um movimento crescente para diversificar a matriz energética brasileira, com mais participação da energia solar, eólica e biomassa.
Ainda assim, as hidrelétricas continuam sendo a espinha dorsal do fornecimento elétrico nacional.
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Visitar uma Usina: Turismo e Conscientização
Embora a usina de Belo Monte não seja aberta à visitação pública como a de Itaipu, o conhecimento sobre seu funcionamento e impactos pode ser complementado com visitas a usinas como Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu.
Pois, além de turismo técnico, Itaipu oferece experiências educativas e ambientais que ajudam a entender a importância de uma geração energética mais consciente.
Enfim, a usina hidrelétrica de Belo Monte representa um marco na história da energia no Brasil.
Visto que, com enorme capacidade de geração, também levanta questões fundamentais sobre o modelo de desenvolvimento que o país deseja seguir.
Afinal, conciliar segurança energética, crescimento econômico e respeito ao meio ambiente é o grande desafio do presente e do futuro.
Para isso, o debate informado e o turismo de conscientização são caminhos fundamentais para envolver a sociedade na busca por soluções mais sustentáveis.
Então, agora que você já sabe mais sobre a Usina de Belo Monte, confira mais informações sobre o turismo sustentável do Turismo Itaipu!
Imagens: Wikimedia


